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No início era o verbo


E logo a seguir ao verbo surge cada uma de nós.

Com todos os seus gostos e particularidades.

Com todas as vontades. Todos os sonhos para pôr de pé.

Com todas as vontades, birras, confusões e dramas.

E por uma série de circunstâncias dos dias e dos caminhos, são colocados entraves e exigências, mais ou menos impostas por uma sociedade, que no que diz respeito à igualdade ainda está a dar os primeiros passos de infância. Em alguns sítios já vai muito à frente. Em outros, ainda nem saiu do berço. Contudo, para bem de todos, vêem-se cada vez mais mulheres com essa liberdade boa e bonita de poderem escolher e decidir por si, sem pressões de família, cultura ou sociedade.

A proposta para o dia dos namorados é que comeces por ti própria, pela celebração de quem és, de quem ambicionas ser e da qual tens todo o direito. Que esse namoro aconteça todos os dias, que te apaixones perdidamente pelas tuas vontades. Que tires partido das tuas muitas particularidades. Que te reinventes e surpreendas a cada dia, ao dar um passo mais à frente. Que saias dessa zona onde seria tão mais fácil estar, onde não se incomoda, não se pergunta, nem questiona. Não se coloca o dedo no nariz.

Que te namores muito até não dar mais. Que te olhes ao espelho e estejas grata pela pessoa bonita que estás a construir. Por ti. Por ti. Que te assumas. Que refiles. Mas que não deixes de namorar, todos os dias, um pouco contigo. Porque no início pode ter havido o Verbo mas logo a seguir apareceu cada uma de nós.

Eu gosto de namorar comigo porque…

*Ana Bela Lopes, autora do Blog penso rápido, é psicóloga e mostra-nos uma forma diferente de nos encontrarmos “vestindo a capa” de qualquer personagem que pretendamos assumir, para lidarmos com a nossa vida e as nossas emoções.

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