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3 Perguntas, Uma Semana


Posso aquilo ou aqueloutro?

E se um talvez?

Quero ou não?

Os dias são de muitas perguntas. Em grande parte, dirigidas a cada um, no trabalho e em casa e às vezes até na rua.

Raramente há tempo para parar e fazer as perguntas que precisamos de fazer a nós próprios. Primeiro, vêm sinais pequenos de desconforto, prontamente ignorados pela nossa parte mais racional, que põe a um canto pequenas angústias, tristezas e cansaços. Achamos que foi só naquele dia, que amanhã isso já passa. Umas vezes disfarça-se o desconforto com um mimo pessoal que se compra, que se come ou que se adormece. Proporcionalmente, a sensação continua a crescer. Se não se fez nada, o tempo, sozinho, também não fará milagres.

O corpo dá sinais simples e claros: um corpo que pede para parar, para dormir.

A mente também, pelo raciocínio que tropeça em si mesmo e em alguns momentos parece não sair do mesmo lugar.

O coração parece um pouco mais apertado.

Nem sempre tudo se conjuga assim, mas acredite-se que uns influenciam os outros.

Por isso, é fazer a seguinte experiência, durante uma semana – 7 dias – escrever todos os dias as mesmas perguntas e registar as respostas de cada dia, duas a começar o dia, uma ao acabar:

– Hoje, quais vão ser as minhas duas prioridades mais importantes? (escolham-se 2 pessoais e 2 profissionais, ou uma para cada. E não vale dizer, fazer os filhos, o piriquito ou o gato mais feliz. São p-e-s-s-o-a-i-s.)

– O que preciso de fazer? (indicar sempre um verbo de ação: brincar, focar, namorar…)

– Neste dia, porque me devo sentir grata?

Responda-se com palavras ou com imagens, recortes, fotografias. Está garantido, no fim da semana, um álbum de realidades sentidas. Tão simples, tão poderoso.

*Ana Bela Lopes, autora do Blog Penso Rápido, é psicóloga e mostra-nos uma forma diferente de nos encontrarmos “vestindo a capa” de qualquer personagem que pretendamos assumir, para lidarmos com a nossa vida e as nossas emoções.

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